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08.10.2026 · Signal Titans Editorial

Conclusão da Fase 1: Como o Ônibus Espacial Discovery Encerrou a Parceria na Mir rumo à Era da Estação Espacial

Na STS-91, o ônibus espacial Discovery resgatou o astronauta Andrew Thomas da Mir e testou equipamentos de física antes da montagem da ISS.

Ilustração editorial mostrando o ônibus espacial Discovery flutuando contra um fundo azul sólido.

Em 2 de junho de 1998, o ônibus espacial Discovery decolou da Plataforma de Lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida. A missão, designada STS-91, transportou seis tripulantes acompanhados por 4.700 libras de carga, experimentos e equipamentos acomodados dentro de um módulo pressurizado Spacehab. Segundo a NASA, esse voo marcou a última missão de acoplagem entre um ônibus espacial americano e a estação espacial russa Mir, servindo como a conclusão operacional da Fase 1 do Programa da Estação Espacial Internacional.

A Fase 1 e os acordos de 1992

Acordos governamentais assinados em 1992 estabeleceram a parceria inicial entre os Estados Unidos e a Rússia. O programa bilateral foi estruturado para proporcionar à NASA experiência em voos espaciais de longa duração pela primeira vez desde as missões Skylab da década de 1970. Ao longo de nove missões de acoplagem de ônibus espaciais e sete estadias prolongadas de astronautas na Mir, a iniciativa conjunta permitiu que ambas as agências espaciais dominassem manobras de transferência orbital, logística de suporte à vida e coordenação de comando internacional antes da construção de uma estação espacial modular permanente.

Carga, cosmonautas e física de partículas

Além de realizar a transferência de suprimentos supervisionada pela astronauta Wendy B. Lawrence, a STS-91 levou um experimento de física de alta altitude em seu compartimento de carga. O Espectrômetro Magnético Alfa-01 (AMS-01) era um protótipo de detector de raios cósmicos projetado para buscar evidências de matéria escura e antimatéria primordial. Controlado em órbita pelo astronauta Franklin R. Chang-Díaz, o AMS-01 operou por 103 horas e registrou dados de quase 100 milhões de raios cósmicos, comprovando que detectores magnéticos de partículas de grande porte podiam funcionar no espaço.

Quatro dias na Mir

O comandante Charles J. Precourt guiou o Discovery em uma acoplagem bem-sucedida com a Mir em 4 de junho de 1998. Durante quatro dias de operações conjuntas, as tripulações unidas transferiram suprimentos, realizaram experimentos médicos e prepararam o astronauta Andrew S.W. Thomas para seu retorno à Terra. Thomas acumulou 141 dias no total em voo, completando um total cumulativo de 907 dias de permanência de astronautas americanos a bordo da Mir durante a Fase 1. Após a desacoplagem em 8 de junho, o Discovery executou uma inspeção ao redor da estação para auxiliar na busca por um vazamento de ar no módulo Spektr da Mir — causado por uma colisão em 1997 com a nave de carga Progress —, embora o exame visual não tenha localizado o ponto exato.

Partida final e o caminho para a ISS

O Discovery pousou no Centro Espacial Kennedy em 12 de junho de 1998, encerrando uma missão que durou 9 dias, 19 horas e 54 minutos. Ao validar os protocolos conjuntos de aproximação e testar instrumentos científicos orbitais como o AMS-01, a STS-91 abriu caminho para a montagem da Estação Espacial Internacional, iniciada cinco meses depois com o lançamento de seu primeiro módulo em novembro de 1998.

Ilustração editorial gerada por IA; não é uma fotografia documental.

Fonte: 25 Years Ago: STS-91 Closes Out the Shuttle-Mir Program