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30.09.2026 · Signal Titans Editorial

Red Hat leva a segurança de agentes de IA além das proteções do modelo

A Red Hat defende limites de identidade, execução, rede e hardware que possam ser aplicados sem depender do controle do próprio agente de IA.

Um rei de xadrez polido dentro de um cubo de segurança transparente, diante de um fundo bege suavemente desfocado.

A Red Hat defende uma arquitetura de segurança baseada em sistemas para agentes de IA empresariais. Segundo a empresa, as proteções do modelo não podem ser a principal barreira quando um software é capaz de acionar ferramentas, acessar credenciais e atuar em sistemas corporativos. Em uma publicação de 28 de setembro, a companhia apresentou controles independentes destinados a restringir um agente mesmo quando suas instruções, dependências ou comportamento falham.

A autoridade precisa de limites externos

A abordagem proposta trata o agente de IA como uma carga de trabalho poderosa, que pode se comportar de maneira inesperada ou ser comprometida. Identidade e autorização determinam quais recursos ele pode acessar, enquanto restrições de ferramentas, sandboxing, isolamento de cargas de trabalho e políticas de rede limitam suas ações e comunicações. Observabilidade e AgentOps fornecem registros do uso de ferramentas, das atividades e dos resultados produzidos.

Aplicação de controles em toda a pilha

A Red Hat afirma que esses mecanismos devem operar em várias camadas independentes, incluindo modelo e aplicação, runtime do agente, sistema operacional, rede e infraestrutura. Sua arquitetura reúne Red Hat OpenShift AI, Red Hat OpenShift, Red Hat Enterprise Linux e Red Hat AI Inference, além de tecnologias de computação, rede e IA da NVIDIA no Red Hat AI Factory with NVIDIA.

A empresa não considera que um controle isolado de plataforma seja suficiente para proteger um agente. O princípio central do projeto é a defesa em profundidade: a aplicação das restrições deve continuar eficaz sem depender da capacidade do agente de reconhecê-las ou obedecê-las.

Políticas precisam se tornar controles testáveis

A Red Hat também aponta uma lacuna entre as políticas de governança das organizações e as regras técnicas que podem ser efetivamente aplicadas. A comunidade de código aberto asago, fundada pela Red Hat com a NVIDIA e outros colaboradores da indústria e da pesquisa, investiga formas de converter políticas em riscos identificados, cenários de teste e controles, com um caminho auditável até a implementação. A arquitetura ainda está evoluindo, e a publicação cita runtimes de agentes como o OpenShell como um possível ponto de aplicação desses controles.

Limites deslocados para fora do host

A Open Agent Safety Platform da NVIDIA acrescenta outra possível barreira. O OpenShell oferece mecanismos de sandboxing e políticas, enquanto as unidades de processamento de dados NVIDIA BlueField podem executar determinadas funções de rede, segurança, políticas ou supervisão em um ambiente isolado por hardware e separado das aplicações no host. A Red Hat apresenta essa separação como um complemento aos controles de identidade, runtime, sistema operacional e plataforma, e não como uma solução completa para a segurança de agentes.

O mesmo raciocínio em camadas se estende abaixo dos controles de runtime. Segundo a Red Hat, vulnerabilidades em frameworks, serviços e dependências de código aberto afetam a segurança das aplicações agênticas. Sua iniciativa Lightwell com a IBM se concentra em medidas para a cadeia de suprimentos de software, incluindo correções validadas, artefatos assinados e procedência do software.

Ilustração editorial gerada por IA; não é uma fotografia documental.

Fonte: Securing AI agents requires securing the systems around them