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02.10.2026 · Signal Titans Editorial

Presidente do Banco da Inglaterra defende direito de intervir com o avanço dos riscos financeiros da IA

Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra, defende o direito de intervir na IA devido aos crescentes riscos de cibersegurança e exposição de dívidas no mercado.

Uma porta metálica de cofre digital parcialmente aberta, exibindo circuitos geométricos iluminados, com um fundo em gradiente azul-marinho.

O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, defendeu que as autoridades garantam o direito formal de intervir no desenvolvimento e na implantação de modelos avançados de IA, alertando que a tecnologia representa ameaças crescentes para a infraestrutura financeira essencial. Em um artigo de opinião publicado na série Insight do banco central em 30 de setembro de 2026, Bailey destacou preocupações com modelos de IA auto-reforçados e o aumento da sofisticação de ameaças cibernéticas direcionadas a transações diárias, redes de pagamento e negociação de ativos.

Estrutura prévia antes da regulamentação formal

Em vez de exigir uma legislação regulatória ampla e imediata, Bailey propôs o estabelecimento de limites básicos de segurança apoiados por testes rigorosos de modelos. Ele pediu que os oficiais identifiquem pontos concretos de falha e limites operacionais onde as autoridades possam intervir caso um sistema automatizado atue fora das normas sociais e econômicas estabelecidas.

Segundo Bailey, esse processo de testes poderia, com o tempo, formar um conjunto padronizado de regras para o setor financeiro e a economia em geral. Ele alertou contra o salto direto para debates complexos sobre arquitetura regulatória, argumentando que os governos devem primeiro identificar falhas operacionais específicas antes de tentar construir estruturas legislativas.

Exposição financeira e acúmulo de dívidas

O apelo por intervenção coincide com alertas do Comitê de Política Financeira (FPC) do Banco da Inglaterra sobre a massiva expansão de dívida no setor de IA. As atas da reunião do FPC de 25 de setembro de 2026 revelaram que os principais participantes do mercado de IA emitiram US$ 450 bilhões em dívidas entre janeiro e setembro de 2026, superando a emissão total planejada de US$ 333 bilhões em títulos públicos do governo do Reino Unido para todo o ano.

Esse acúmulo de dívidas aprofundou a exposição direta de gestores de ativos, hedge funds e provedores de crédito privado a empreendimentos de inteligência artificial que ainda não alcançaram lucratividade. O comitê ressaltou que os mercados de capitais estão cada vez mais vulneráveis a desdobramentos repentinos ou desacelerações no setor de IA devido a esses laços financeiros interconectados.

Ilustração editorial gerada por IA; não é uma fotografia documental.

Fonte: We need ‘right to intervene’ in AI amid growing threat, says Bank of England boss